"É tempo de se falar, mostrar e compartilhar o conhecimento das mulheres, de uma maneira mágica, mística. É tempo de as mulheres descobrirem mais sobre seus próprios mistérios - seus processos de mesntruação e nascimento e os ciclos de suas emoções. É tempo de compartilhar isso com os homens. Muitas mulheres dizem: 'O que posso compartilhar? Eu mesma não compreendo.' Bem, é tempo de elas se voltarem para dentro de si mesmas e dizer: 'O que é isto que estou sentindo? Se tivesse de explicar a alguém o que é ser uma mulher, o que diria? O que posso fazer para me tornar mais como deusa num corpo de mulher - mais uma criadora de magia?' A Deusa interior é aquela que sabe - que leva informação de um sistema para outro."

Terra: Chaves Pleiadianas para a Biblioteca Viva - Barbara Marciniak

quarta-feira, 27 de abril de 2011

2@ Vermelha - Campanha 2011



02 de maio, segunda-feira!
1 milhão de mulheres celebrando sua menstruação.
Ativismo menstrual em ação!

A campanha tem como mote a valorização da menstruação em vários aspectos, para incentivar as mulheres a cuidar de sua saúde íntima e reprodutiva, dando-lhe maior visibilidade no cinema, nos meios impressos, na arte, em outras mídias e redes sociais. A iniciativa no Brasil é do Coletivo de Mulheres Clã Ciclos Sagrados. Este ano a novidade é a transmissão simultânea da mesa-redonda em torno do tema que acontecerá em São Paulo.

Está chegando a hora de mais uma Edição da Campanha 2@Vermelha!!!

Todos os anos, desde o início da campanha no Brasil em 2008, sempre criamos formas de incentivar as pessoas, homens e mulheres, principalmente as mulheres, a gerarem ações para chamar a atenção para o slogan da Campanha: 1 milhão de mulheres celebrando sua menstruação!
Este ano, como curiosas que somos, resolvemos verificar como anda a cena do ativismo menstrual no Brasil. Se é que ele já existe!

Bom, então ficaremos mais ou menos assim:

.::AÇÃO PRINCIPAL::. Algumas perguntas irão nos nortear esse ano:
Quais mudanças ocorreram e, se ocorreram, para onde estamos indo? Existem mais mulheres valorizando sua menstruação? Ou as mulheres que já valorizavam antes é que estão mostrando a cara? As mulheres que (ainda) não gostam de sua menstruação, continuam acreditando nisso? Algo mudou? Faz e fez diferença se ter acesso a formas de segurar o sangue menstrual (absorventes reutilizáveis e coletores) ? O que isso efetivamente traz para saúde física, emocional e política da mulher? As mulheres estão mais responsáveis por seus corpos? Se sim, por que ainda tem tanta gente, que não seja a mulher, falando com autoridade sobre o corpo dela? As mulheres que escolhem parar de menstruar escolheram isso ou alguém escolheu para ela? Se ela escolheu, existe produção cientifica sobre os danos a longo prazo na saúde emocional e física da mulher com relação a essa escolha? Seria reversível?

Por isso, como ação principal, iremos fazer uma Tarde de Palestras e uma mesa-redonda, aqui em São Paulo, para discutirmos, trocarmos e descobrirmos o que se tem de novo sobre o assunto e, se porventura, novas dúvidas surgiram.

.::Palestrantes::.
Contaremos com mulheres que já há algum tempo vem levantando essas questões no Brasil e teremos a honra de contar, ainda, com palestras internacionais em conference call.

.::Novidade::.
Você deve estar pensando: “Ah, mas eu não estou em São Paulo!”. Mas graças a esse mundo fabuloso da rede teremos duas formas de você estar conectad@:
• Transmissão simultânea da mesa-redonda, a partir das 20hs;
• Exibição posterior na Tv2@Vermelha de toda a tarde de palestras;

.::Outras formas de participar::.
• Manifestar-se no Twitter, Facebook e outras mídias sociais. (usando o tag da campanha)
• Gerar o um post no seu blog, se tiver. (com a imagem oficial)
• Ir de vermelho para o trabalho.
• Presentear suas amigas e companheiras de trabalho com algo simbólico.
• Organizar um encontro com suas amigas para discutir o assunto. (se possível, registre e envio-nos uma foto com relato)

O combinado é que você possa nos enviar o que de bacana surgiu dessa troca. Isso irá ajudar para continuarmos a manter o museu da Campanha2@Vermelha, além de aumentar as informações a respeito do que pensa a mulher contemporânea sobre menstruação. SEMPRE CITANDO A FONTE.

.::Importante::.
• Use, ainda, sempre que possível, folder/imagem/logo da campanha do ano corrente, assim, quem não sabe de nada do que está acontecendo e do que você está falando pode ser capaz de imediatamente fazer um link.
• Este ano, só aceitaremos fotos para o banco de dado/museu de quem tenha algo na foto que indique que o registro foi no dia da campanha. Ou seja, que vocês estejam usando a imagem na mão, por exemplo, para que indique que estavam todas reunidas no dia da Campanha, dia 02 de maio de 2011.
• Use o e-mail para nos enviar: cladosciclossagrados@yahoo.com.br

.::POR QUE COMEMORAR?::.
• Para criar:
• Um senso de diversão em torno da menstruação;
• Para incentivar as mulheres a cuidar de sua saúde menstrual e reprodutiva.
• Para criar uma maior visibilidade da menstruação, no cinema, impresso, música e outras mídias.
• E para melhorar a honestidade sobre a menstruação em nossos relacionamentos.

.::ONDE?::.

• Em seu dormitório, sozinha
• sala de aula ou apartamento,
• na casa de um@ amig@,
• em um parque ou outra área aberta
• na faculdade ou na escola
• em um restaurante ou café
• em qualquer lugar!

.::Organização BRASIL::.

.::SERVIÇO::.

PROGRAMAÇÃO:
16h: Conference Call

Palestras:
17h: Bia Fioretti
18h: Danielle Sales
19h: Monika Von Koss
20h as 21hs30 – Mesa-redonda com Mediação de Sabrina Alves: Monika Von Koss, Danielle Sales, Bia Fioretti e participação de perguntas.

::ONDE:: Instituto Naradeva Shala
Endereçeo: R. Coriolando, 169/171 (próximo ao Shopping Bourbon e ao Sesc Pompéia)
www.naradeva.com.br

::Contribuição::
1 kg de alimento não perecível humano + 1 kg de ração para gato ou cachorro.
Ou
2 kgs de alimento humano

::Contato::
+E-mail: cladosciclossagrados@yahoo.com.br
+Fone: 3862-7321 (no Naradeva Shala)
ATENÇÃO REVENDEDORES: quem quiser rever absorventes e coletores e produtos relacionados ao tema, entrar em contato com Lu ou Lilian pelo fone: 11-3862-7321

+Informações:

http://www.campanhasegundavermelha.org/

www.cladosciclossagrados.com

+Siga-nos: TWITTER: @SegundaVermelha

+Facebook – https://www.facebook.com/pages/Campanha2aVermelha/216274995054197

.::Organização e Realização Brasil::.
Coletivo
Clã dos Ciclos Sagrados
www.cladosciclossagrados.com

.::APOIO::.
Instituto de Cultura Hindu Naradeva Shala
www.naradeva.com.br

sábado, 2 de abril de 2011

Adoro essa mutação que sou! Parece que a vida tem mais emoção, sei lá, pois cada segundo é vivido com uma intensidade tão forte, que as coisas se eternizam de uma forma magnânima. Passo de dias molhados de lágrimas à dias eufóricos e apaixonados tão rapidamente, que mesmo sendo questão de segundos, parecem realmente dias, meses, ou anos, que insistem em se repetir infinitamente. Gosto disso, porque vivo me supreendendo comigo mesma constantemente. Todo dia aprendo mais, seja com minhas lamentações ou com meus agradecimentos. Aprendo o quanto não quero engessar minhas verdades, nem colocá-las em pedestais inalcansáveis, deixando-as longe de minha realidade. Aprendo que geralmente é exatamente isto que faço, me mantendo sempre longe da prática que gostaria de ter, e que no fundo talvez eu esteja indo e vindo entre jogos de auto-enganos. Mas eu adoro perceber isso, amo ver minhas expectativas se desfazerem feito castelos no ar, amo sentir que não sei de nada, que errei, que preciso recomeçar. Amo saber que tudo na vida vem por merecimento e que mesmo que não se entenda o balé que Ela é, mesmo que se queira acelerar um ritmo vital e natural, na hora certa as coisas acontecem: a lágrima seca com o Sol que se abre majestoso e alumia a vida verde-azul-multi-colorida que apenas é lá fora.

Foto: Gustavo Paterno - www.midiativismo.wordpress.com

domingo, 20 de março de 2011

A vida é um fluxo


A vida é um fluxo! De eventos sincrônicos, de rios correndo, de sangue fluindo. É impressionante o balé inefável que nós movemos com a força de intenção em nossos pensamentos, e, de repente, voilá, tudo passa a fazer sentido e se encaixa como uma chave mestra na fechadura.
Eu vivo em um ciclo de momentos de pico, momentos de vale: a eterna dança subjetiva do Ser Mulher! Dança de mil facetas, pois somos corpo, mente, espírito, psique, e tudo o mais que está além do intelecto - uma verdadeira trama de elementos que nos fazem, nos compõem, nos constróem, nos alimentam. É nesse caldeirão de ingredientes que, quando borbulha em fervura, meus mais sombrios rostos se mostram, ao contraste do ouro reluzente que aparece em alguma parte, entre os dentes que sorriem e os olhos que brilham. Na escuridão de mil e uma noites, que podem conter mil ou apenas um céu de estrelas cadentes, sempre me dou conta que estou portando uma nova máscara, que já estava presente antes, mas que só agora me foi apresentada. E penso, se a vida é realmente um fluxo, porque eu tenho que me sentir atravancada por mim mesma em alguns momentos? Porque que essa sede de viver me coloca em instantes com medo de viver também? E lá vem a revoada de borboletas no estômago que me faz concentrar na respiração abdominal, expandindo costela inferior, inspira, contraindo abdomên, expira...Ah, as camadas de tintas que me moldam e me impedem de acessar o essencial dentro de mim!
Me sinto acelerada, relógio, trânsito, ônibus, televisão, noticiário, tsunami, terremoto, tecnologia, computador, pulsa dor, dor, dor, dor. E onde está o outro lado? Onde, primeiramente, está este outro lado dentro de mim? Porque se não consigo enxergá-lo fora, é porque não o identifiquei aqui dentro. Onde está esta face selvagem e visceral, que chuta os padrões e patrões e sai por aí querendo gozar a vida sem medo do amanhã? Que apenas sobrevive no agora, e não em realidades que podem até co-existir, mas que não me são conscientes nesse instante presente...Onde está a face da fêmea que é dona de si mesma?
Que se dane minha idade de 20 e poucos, quase muitos, anos! Que se dane o quê eu tenho que fazer, merda! Eu quero é simplesmente não 'ter que' nada! E isso não significa ser irresponsável ou descompromissada, afinal, do que adianta ter responsabilidade e compromisso com o Outro, se sou falha comigo mesma, com meu corpo, com minhas emoções...
Ah, como eu queria está no mato devolvendo meu sangue sagrado pra Mãe Terra de cócoras na beira de um rio, deixando o vermelho encarnado da força que carrego em meu ventre fluir com as águas de Mamãe Oxum. Mas me restou um ônibus lotado que não fluía por uma avenida iluminada e esbarrotada de quadrados (i)móveis. O fluxo que não flui.
É exatamente aí que a chave atravanca, mas dizem que até quando o sentido se perde, há um sentido além no experienciar-existir...

Foto: Gustavo Paterno - www.midiativismo.wordpress.com

sábado, 12 de março de 2011

Sou como as Nuvens


Eu escrevo pra mim, também pra você, mas principalmente pra mim!!! Na busca de acessar meu inconscionte que por vezes se abre quando, através das palavras, insisto e penso que o acesso. O incosnciente que tantas e muitas vezes se encontra longe, e que em momentos apenas se mostra pra você através de padrões de ações repetidas. Você consegue vê-lo? Você que me conhece, ou pensa que me conhece, consegue identificá-lo em meus atos e palavras? Aliás, onde Ele se encontra? Ele é meu corpo, meu rosto, meus gostos, meu pensar? Ele é minhas idéias, minhas verdades ou aquilo que nem sei onde está? Definitivamente eu não sei! Não sei de nada e realmente escrevo mais pra mim do que pra você! Pra extravazar esse desejo que me rasga e avassala; esse desejo insano de ser vida, apenas! Não de querer desvendá-la, não! Não posso, é além de mim, de nós...Entendam, eu não sei de nada, nunca saberei! Minha busca é incessante e a amo, a quero, a louvo, a idolatro como o sentido de minha existência! Minhas verdades são castelos no ar que se desfazem a cada segundo desse existir. Talvez eu me fruste constantemente por isto, mas a possibilidade de reconstrução e recomeço são tão mais excitantes do que aquela de manutenção de uma verdade engessada, de algo que não se move ou não se deixa ir...
Querid@s, eu amo as nuvens e sou como elas: me crio em novas formas em cada piscar de olhos! Entendam, não somos nada e somos tanto...


Foto: Gustavo Paterno - www.midiativismo.wordpress.com

quinta-feira, 10 de março de 2011

Faces Que Sou


Eu nunca fui mãe, mas às vezes já me sinto como uma: Mãe das minhas emoções, mãe da minha família e seus (nossos) conflitos, mãe dos meus amigos-irm@os e também dos seus (nossos) conflitos, mãe da nossa soberana Mãe Terra e, assim, mãe das minhas ações e responsável por elas. Nunca gestei nada em meu ventre, além de idéias, desejos, quereres, medos, paixões, e muitas outras abstrações, mas que não deixam de ser orgânicas por isto. Tampouco pari algum ser vivente, apenas meu sangue encarnado e sagrado, minhas dores de emoções mal digeridas, meu vazio que tanto quer ser preenchido, e que sempre verte, chega na garganta e volta pras entranhas, na busca de ser novamente acolhido. Eu sempre fui Filha, mesmo Mãe me sentido Ser: em uma doação constante, um abrir-se pro Outro, uma busca incessante pela harmonia.
Eu não sei de fato o que é esse Universo Maternal e só o saberei quando Mãe eu visceralmente for, no amor e na dor! O que eu penso Ser Mãe são apenas projeções mentais e emocionais; talvez um resgate de minha ancestralidade, da índia parideira que sei que trago em meu espírito. E por sentir isto como algo orgânico, muitas vezes me deparo com medo dos caminhos que o Universo me manda, das missões que tenho que executar, dos compromissos que vejo pela frente, comigo e com o Outro. Mas toda vez que tenho medo, oriundo das expectativas que crio com relação à mim mesma, daquela menina-mulher perfeita que nunca pode errar, fico feliz por deparar com meu lado frágil; na realidade fico extasiada por ver que a fortaleza por dentro é puro vidro frágil e quebradiço, pura água que encontra vazão em lágrimas.
Algumas vezes eu me sinto mais Filha do que Mãe, porque tenho aprendido a ser menos altruísta, mesmo sendo difícil incorporar o egoísmo; tenho aprendido a ser mais rebelde também, ser flexível mas não influenciável, afinal, a minha estrada pode sim ser diferente da maioria - não quero caminhar com a boiada, quero mesmo é ser sincera comigo, seguir meu coração, tomar banho de chuva e celebrar a fase cheia da Lua.
Em alguns momentos eu me sinto uma velha anciã carregada de sabedoria em minhas memórias essenciais; então consigo ter um entendimento claro de muitas coisas, a serenidade me atinge e a certeza de que tudo se encontra em seu devido lugar é a base! Em outros instantes, parece que o tempo urge em resgatar essa sábia, que se vai sem dizer quando volta, e deixa em seu lugar a criança cheia de inseguranças, mas ao mesmo tempo curiosa em descobrir o mundo que a cerca.
A vida é realmente um eterno descobrir-se e cada dia vivido é uma oportunidade única de encontro comigo mesma, com cada uma dessas faces que habitam minha psique e ora se mostra, ora se esconde, ora me orgulha, ora me angustia; mas que sempre, sempre, me dá uma sensação gigantesca de ser e pulsar vida!!!