"É tempo de se falar, mostrar e compartilhar o conhecimento das mulheres, de uma maneira mágica, mística. É tempo de as mulheres descobrirem mais sobre seus próprios mistérios - seus processos de mesntruação e nascimento e os ciclos de suas emoções. É tempo de compartilhar isso com os homens. Muitas mulheres dizem: 'O que posso compartilhar? Eu mesma não compreendo.' Bem, é tempo de elas se voltarem para dentro de si mesmas e dizer: 'O que é isto que estou sentindo? Se tivesse de explicar a alguém o que é ser uma mulher, o que diria? O que posso fazer para me tornar mais como deusa num corpo de mulher - mais uma criadora de magia?' A Deusa interior é aquela que sabe - que leva informação de um sistema para outro."

Terra: Chaves Pleiadianas para a Biblioteca Viva - Barbara Marciniak

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

5° Encontro Projeto Ciranda Grávida

Aconteceu no dia 17.12.2011 o 5° Encontro da 1° edição do Projeto Ciranda Grávida. O tema previamente escolhido era 'Amamentação e cuidado pós-parto', mas com a presença ilustre da Dra. Edilsa Pinheiro e de duas grávidas no início da gravidez, fizemos uma adaptação para melhor aproveitar as pessoas presentes. Dra. Edilsa estava voltando de Brasília, onde participou do I Seminário Nacional sobre Humanização do Parto e Nascimento e do I Fórum Nacional de Doulas. Ela pode compartilhar conosco os debates lá feitos, nos mostrando um pouco a real situação da rede pública dentro do campo obstétrico. Enfatizou o Projeto Cegonha que está sendo implementado pelo governo no SUS e as diretrizes a serem executadas pro ano de 2012. Um ponto importante de ser apontado é a capacitação de doulas multiplicadoras - reciclagem das doulas já capacitadas e estas agindo como agentes de multiplicação e sensibilização de outros profissionais. Fantástico! 

Última Ciranda do ano - empoderamento e sorrisos! 

Em seguida ouvimos o relato de parto emocionado e cheio de sorrisos de Ni, uma arte-educadora plena de vida. Mãe de Heitor, Ni teve uma experiência de parto na rede pública e mesmo com as intervenções, ainda assim suas lembranças são positivas. Aproveitamos para dramatizar e questionar um pouco sobre o quadro que ela encontrou na maternidade, a postura dos profissionais e as intervenções feitas, levantando assim a necessidade das grávidas se colocaram enquanto consumidoras, não encarando como ações normais as encontradas no cenário hospitalar. 

Compartilhamos comidas e abraços, e fechamos o ano com a certeza de que o Projeto Ciranda Grávida irá crescer como os bebês que habitam os ventres das duas mamães presentes. Esperamos acompanhá-las e poder ajudar, não só a elas mas a muitas outras mulheres que foram mães, que são mães, que querem ser mães. 


A faceta mãe da mulher pode chegar de diversas formas; acessar e acolher os vários rostos que habitam nossa psique feminina é um passo importante para vivenciar uma gravidez ativa e emponderada. Pensando nisto, para 2012 estamos com mais um projeto em gestação - A.M.A. (Arte é Meditação para o Auto-conhecimento) - onde estaremos trabalhando a força de fêmea que nos habita através de vivências dialógicas entre o que há de essencial dentro de cada ser e sua expressão/materialização através das mãos. Aguardem maiores informações em breve!!! E um Feliz 2012!!!




quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

4° Encontro Projeto Ciranda Grávida

Aconteceu no dia 26.11.2011 o 4° Encontro da 1° Edição do Projeto Ciranda Grávida. Com o tema 'Direitos da Mãe e do Bebê e Plano de Parto', o encontro foi dividido em 3 momentos: dúvidas das grávidas presentes, relatos de partos das mamães paridas e discussão da Cartilha dos Direitos Mãe-Bebê do Ministério da Saúde. Tivemos a presença de 2 grávidas, e uma delas nos relatou alguns desconfortos emocionais com relação à postura de sua médica que já começa a 'inventar desculpas' para levá-la a uma cesárea. Como a data prevista do parto dela é pra 5 de janeiro, não é de se estranhar que isso aconteceria né? É desconfortante pensar assim, mas aqui em Natal a lista de médic@s que realmente fazem da luta pelo respeito ao parir natural e respeituoso uma prática diária está quase nula, infelizmente. 

Parteira, grávidas, avós, papai, mamães paridas e filhotes reunidos. 

Os relatos de partos foram fortes para aquelas que reviviam seus partos e pras grávidas de primeira viagem que ali estavam. Pela segunda vez a mamãe de Sananda, Karla, nos presenteou com os relatos de seus 2 partos: o primeiro hospitalar e cheio de intervenções, o segundo domiciliar e com uma conexão forte com o mundo espiritual. Karla faz parte da doutrina do Santo Daime e durante seu segundo parto optou por confiar no divino e em seus mestres espirituais á todo instante, 'ter fé me permitiu se entregar', disse ela.  Tivemos a honra também de ouvir Marina, mãe de Luã, falar sobre sua cesárea que ainda está sendo digerida e entendida, e 'relembrá-la de forma inesperada foi dolorido', me disse ela no outro dia. Mas a fala tem um poder curador gigantesco - ao relembrar olhamos com olhos de observadores aquilo que passou e, assim, temos a oportunidade de entender melhor a relação entre todos os elementos que compõe o cenário, aceitando com mais leveza o que antes era devastador. 


Os pequenos-gigantes Luã e Sananda - presenças ilustres na Ciranda Grávida. 

Agradecemos enormemente á Karla e Marina por abrirem seus corações para nós; esperamos que muitas outras mulheres façam o mesmo - falem sobre suas alegrias e suas dores e, assim, possam gritar e cantar o que são para o mundo. E nos encontramos na próxima Ciranda Grávida, a 5° e última edição deste ano cheio de aprendizados. Axé e muita luz á tod@s! 

Eu e Sananda felizes da vida tirando foto depois de apostar corrida! =)

sábado, 26 de novembro de 2011

Violência Obstétrica é contra a Vida


O dia da blogagem coletiva foi ontem, 25 de novembro - Dia Internacional da NÃO VIOLÊNCIA contra a Mulher. 

Feministas e ativistas do parto humanizado no Brasil se uniram em um manifesto virtual para mostrar sua indignação frente á Violência Obstétrica, um tipo de violência que acontece todo dia e toda hora nos hospitais públicos e privados do nosso país e que é vista pela maioria das pessoas como procedimentos de rotina, seja porque não têm informações para questionar tais procedimentos, seja porque aprenderam que eles são necessários de serem realizados, seja porque a saúde em nosso país é desumana mesmo...

Mas todo dia é dia de combater e gritar ao silêncio impune das atrocidades praticadas na assistência ao parto, que é a primeira assistência á vida que um ser encontra quando chega a este mundo. E ele não precisa chegar com pressa, através de uma cesárea eletiva com justificativas injustificáveis; ele não precisa ser ajudado com ocitocina sintética, a que sua mãe produz é mais que necessária; ele não precisa de uma episiotomia para que sua cabecinha e corpo passe pela vagina de sua mãe, a Natureza é sábia e o tônus muscular deste local também; ele não precisa que sua mãe fique deitada e sim que ela caminhe e encontre a posição que lhe seja mais agradável, pois será exatamente esta que o ajudará em sua jornada para chegar aqui. Ele não precisa de muitos outros procedimentos desnecessários, nem muito menos sua mãe que é desrespeitada corporalmente e enquanto mulher ao ser impedida de dá a luz com dignidade e liberdade, ao ter que raspar seus pêlos e lavar seu intestino pela conveniência de outras pessoas, ao ter que ouvir comentários esdrúxulos que a impede de ser sentir acolhida e protegida e, assim, se entregar ao momento do parto.

Me pergunto onde foi que o elo se quebrou, o elo entre nós e nossos ancestrais que viam e sentiam este momento como algo sagrado e digno de entrega e respeito. Me pergunto onde vamos parar com tantos profissionais de saúde praticando tais atos de violência dia a dia e pouco sendo feito; com tantas mulheres entregando seus processos de partos a tais profissionais por não terem informações que a nutram de poder para se sentirem donas de seus partos, e assim, questionar, negar, escolher. Me pergunto, o quê posso fazer para melhorar tudo isto? Caminho, um dia descubro...

Amor,



terça-feira, 22 de novembro de 2011

La negrita, la negrita

Foto: Ed Soares


La negrita, la negrita
Tu estavas na barriga
De tu mama tão querida
La negrita, la negrita
Tu saístes da vagina
 E chegastes nesta vida
La negrita, la negrita
 Tu nascestes em mi casita
Com a força de felina 
La negrita, la negrita
Tens os olhos de oncita
E uma alma de avuelita



 Nasceu ás 07:43 do dia 19.11.2011 na sala daqui de casa pelas mãos da parteira Regine Marton; meus cuidados de doula; a ajuda do coração de Ed Soares; e a proteção de Oxum, Yemanjá e de todos os ancestrais africanos desta bela alma. 
E, claro, pelo canal de conexão e entrega da mama tão felina!
Parto naturalíssimo! Axé!


segunda-feira, 21 de novembro de 2011